segunda-feira, março 22, 2010

Posturologia segundo Bricot

Bricot, Bernard Bricot. Gênio! Médico cirurgião, especialista em posturologia, e dentre muitas coisas que ele escreveu em seu excelente livro, eis algumas de suas ideias.

Nosso corpo, seja sentado ou em pé, tem algumas funções complementares como: lutar contra a gravidade para manter a postura ereta, opor-se às forças externas, guiar e reforçar um movimento habitual nosso, e ainda nos equilibrar durante estes movimentos.

Mais de 90% dos indivíduos apresentam um desequilíbrio postural. E ter este desequilíbrio é algo natural pelas atividades que temos, o problema é quando estes desequilíbrios causam patologias em nosso corpo. No desenho abaixo temos 5 exemplos de postura:


Imagem: Bricot, 2004
A.      A. Postura normal
B.      B. Aumento das curvaturas da coluna
C.      C. Região do tronco está mais curvada para trás
D.      D. Tronco inteiro com curvas diminuídas
E.       E. Pescoço, tronco e lombar sem curvatura alguma

Bricot vai longe, diz que a maioria das alterações estáticas estão ligadas às deformações do pé e ao desenvolvimento do passo. Que a postura B está ligada a um pé mais “curvo” e a postura C é reflexo dos pés “planos”.

 

           
Mas tudo culpa dos pés? Que nada! Se as anomalias podais são as principais causas de descompensação postural, elas não são as únicas: a arcada dentária, a pele, a visão podem também modular a posição da cabeça e do tronco.

As conseqüências são numerosas. A curto ou longo prazo aparecerão dores, enrijecimentos e contraturas, diminuição de movimentos das articulações (grande causa da artrose), queda do rendimento muscular, propensão à câimbras, distensões, tendinites, etc.

Compreende-se imediatamente que tratamentos habituais não podem ser satisfatórios, pois se dirigem apenas às conseqüências e não às causas da dor ou sintoma. Somente o tratamento da alteração mecânica postural permitirá a cura do paciente.

Quer saber mais? Leia: Posturologia, Bernard Bricot.

segunda-feira, março 08, 2010

Equilíbrio = Prevenção



Imagem: David Darrow

Devido aos nossos hábitos, aos nossos trabalhos e lazeres, e às nossas individualidades, adquirimos certos vícios posturais que podem ou não ser prejudiciais. Os atletas exigem do corpo um treinamento específico de certos grupos musculares para alcançar seus objetivos, seja melhorar sua performance, tempo, força e com isso diminuir fadiga excessiva, dores após a atividade etc.

Para que nosso corpo consiga realizar o que precisamos, ou desejamos, ele precisa estar equilibrado. Este equilíbrio pode ser alcançado com diversas técnicas muito bem conhecidas e descritas. E previne que criemos uma sobrecarga sobre uma região específica.

Afinal, o que é tendinite, bursite, tenossinovite, miosite, pubeíte, e muitos outros “ites” que encontramos por aí? Grosso modo, são lesões inflamatórias causadas por uma sobrecarga em um ponto do corpo. Esta sobrecarga pode vir de diversas maneiras. Pode ser uma falta de flexibilidade desta região machucada, o que limita a melhor execução do músculo, além de diminuir o suprimento de nutrientes e oxigênio muscular. Pode ser uma falta de força local, o que faz com que o músculo tenha que trabalhar mais do que ele aguenta, e com isso, aparecem pequenas lesões ou rupturas, que acabam formando uma inflamação.

Para evitarmos estas lesões ao máximo, devemos então cuidar do nosso corpo antes, durante e depois da atividade. Um bom equilíbrio entre força e flexibilidade muscular, somado a um trabalho específico para cada atleta, e, principalmente, para cada esporte, pode diminuir o índice de lesões, ou, diminuir o tempo de recuperação de um atleta.

Está sentindo algum desconforto após, durante a atividade? Sente que alguma região não está produzindo como o resto do seu corpo? Já teve lesões repetidas de uma mesma região? Procure um médico e um fisioterapeuta. Procure o equilíbrio que ser corpo precisa para que ele trabalhe da maneira mais eficaz possível.
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